ara tirar da informalidade cerca de 6 mil trabalhadores da construção civil de Campo Grande, o sindicato da categoria, o Sintracom/CG (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande) fez uma parceria com o Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/MTE e o INSS para que esses trabalhadores tenham registro em carteira ou montem sua própria empresa.

“Todos ganham com esse trabalho. O trabalhador que terá a oportunidade de abrir seu próprio negócio e desfrutar dos benefícios que uma empresa pode proporcionar; o trabalhador que terá maiores direitos, inclusive o da aposentadoria, com carteira assinada e o governo, que recolherá mais tributos para os cofres públicos”, explicou José Abelha Neto, presidente do sindicato.

Ele contou que a parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego e o INSS foi um grande avanço para moralizar o mercado e, ao mesmo tempo, estimular trabalhadores a montarem seu próprio negócio e ampliá-lo com a contratação de funcionários.

AQUECIMENTO – Abelha Neto afirma também que a indústria da construção civil e do mobiliário de Campo Grande começa a aquecer desde o final do primeiro semestre do ano, depois de amargar demissões no início de 2015, até o mês de março.

A entidade, segundo ele, tem observado a retomada de contratações e isso tem animado o setor que emprega hoje cerca de 25 mil trabalhadores formais e em torno de 6 mil na informalidade.

“Acreditamos que a tendência será de melhora neste segundo semestre do ano. Precisamos também do apoio da iniciativa privada e do governo para incrementar a formação de mão de obra especializada na cidade, para que nossos profissionais tenham maior capacidade para crescer e prosperar nas suas atividades”, afirma Abelha Neto.